Bem-vindo

Imaginei este espaço para a troca de informações a respeito dos diversos tipos de hobbies. Para mim, cozinhar degustando uma boa bebida, para outros, futebol, filmes, ler um bom livro. Para meu filho, colecionar álbum de figurinhas. De qualquer forma, seja qual for o hobby, sempre será uma forma agradável de se passar o tempo quando não se tem o que fazer ou quando já se fez o que tinha de fazer.
Vamos trocar informações tais como onde encontrar determinado produto, qual a melhor forma de utilizá-lo, receitas, enfim, tudo o que ajudar a tornar nosso tempo ocioso mais prazeroso.
Sejam bem-vindos, sugestões são bem-vindas e vamos iniciar a brincadeira.
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terça-feira, 26 de junho de 2012

Filme: O Senhor dos Anéis parte 1 - A Sociedade do Anel

Escrevi alguns dias atrás aqui no blog sobre o livro de mesmo título, leitura fantástica recomendada a todos que gostam de aventura e ficção, escrito de forma brilhante por J. R. R. Tolkien. Resolvi então comparar o livro com o filme. Já havia assistido quando foi lançado, mas não lembrava mais de muita coisa e, após a leitura do livro fiquei mais uma vez curioso. Como fã de leitura e cinéfilo, não pude resistir à comparação.
O filme foi rodado na Nova Zelândia em 2001, dirigido por Peter Jackson, sendo inspirado no livro. Foi igualmente aclamado pela crítica e público, principalmente por ser suficientemente fiel à obra original. Foi um enorme sucesso de bilheteria, faturando mais de $870 milhões pelo mundo, o que fez dele o quinto filme mais lucrativo do cinema, na época; atualmente, ocupa a décima sétima posição. Ganhou quatro Oscars, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor. Em 2007, "The Fellowship of the Ring" ficou na 50ª posição na Lista dos 100 Melhores Filmes Americanos de Todos os Tempos (versão 2008) promovida pelo American Film Institute. Não vou relatar o que acontece no filme pois já está postado no resumo do livro, o que pode ser conferido clicando aqui. O que vou descrever são minhas impressões a respeito das diferenças entre cinema e literatura. É impressionante notar logo de cara a diferença de velocidade. Enquanto no livro cada detalhe é esmiuçado pormenorizadamente, forçando o leitor a imaginar as paisagens, os personagens, as vestimentas, no filme isto não acontece, é automático. As passagens e os trajetos percorridos, as situações e a psicologia de cada personagem não são retratadas no filme. Também situações são puladas e outras criadas, para não deixar o próprio filme monótono. A fotografia é magnífica e as paisagens são de tirar o fôlego. Porém existem situações e ações no filme executados por outros personagens, que não os do livro. Tome-se como exemplo o resgate de Frodo após ter sido ferido por um Orc: no livro quem o salva é um cavalo dos elfos, treinado para não derrubar nenhum cavaleiro que o montar, mesmo que este não saiba cavalgar. No filme quem o salva é Arwen, filha de Eorl, senhor de Valfenda. Ainda há no filme uma menção de romance entre Arwen e Aragorn, o que no livro simplesmente não existe. Mas, como em todas adaptações de livros, mudanças devem ser feitas para tornar o filme atrativo, caso contrário não prende o expectador na poltrona, ainda mais por se tratar de um filme de aproximadamente três horas de  duração. Mas para quem leu o livro antes, não vê estas três horas passar, é muito rápido. Apesar de retratar quase que fielmente o livro, prefiro, sem dúvidas, a boa e velha leitura. Como estou lendo agora a segunda parte, não irei assistir o filme enquanto não terminar. Conclusão disto tudo: recomendo os dois, tanto livro, quanto filme, nesta ordem.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Filme - Piratas do Caribe, no Fim do Mundo

Assisti neste domingo ao Piratas do Caribe 3, No Fim do Mundo. Filme mais bem elaborado dos três, com efeitos especiais impressionantes. Destaque para a batalha entre os dois navios, Pérola Negra e Holandês Voador. Após esta batalha, outra cena que chama a atenção é quando os dois navios, agora aliados, destroem o navio da Companhia das Índias Orientais. Por falar nela, sob o comando do frio Lorde Cutler Beckett, está massacrando todos os piratas que vê pela frente, graças a uma união à força com Davy Jones e seu barco, o Holandês Voador.
O ressuscitado Barbossa acredita que o único meio de detê-los é fazer com que os piratas se unam, através de uma confraria entre os nove piratas mais temidos dos sete mares. O problema é que Jack Sparrow é um desses. E desde que foi engolido pelo Kraken no filme anterior, está numa espécie de limbo, no tal fim do mundo do título. Então, resgatá-lo é essencial para que a pirataria não desapareça da face da Terra.
No meio disso tudo há tramas e mais tramas, cada pirata querendo tirar vantagem para si, buscando atingir seus próprios objetivos. Dentre eles, destaca-se a traição de Will Turner, que objetiva tomar posse do Pérola Negra a fim de salvar seu pai das garras de Davy Jones. No final, acaba o próprio Will, capitão do Holandês, no lugar do homem-polvo, e sentenciado a viver eternamente em alto mar, tendo somente direito a um único dia em terra a cada 10 anos no mar.
Quem faz uma ponta no filme é Keith Richards, guitarrista dos Rolling Stones, como o responsável pela legislação da confraria dos nove.
No fim do filme, há um gatilho para a continuação, Piratas 4, que eu havia dito que veria no cinema neste feriadão. Não deu. Ainda estou programando a ida ao cinema. Quem sabe neste próximo fim de semana.

domingo, 26 de junho de 2011

Filme - Zumbilândia

Esse é realmente um filme para quem não tem exatamente, repito, exatamente nada para fazer meeeeesssssmo. Assisti na TV, sem sono, às 2 da madruga. O filme trata sobre, não vou nem falar, está no nome.
Columbus é um nerd medroso que sobrevive nos EUA arrasado por uma epidemia de mortos-vivos graças a um conjunto de regras simples criado por ele mesmo. Um belo dia, ele encontra Tallahassee que vaga pelas estradas fazendo basicamente três coisas: matando zumbis, destruindo objetos para aliviar a tensão e procurando um twinkie, uma espécie de bolinho recheado. Columbus pega uma carona com o sujeito e logo eles conhecem duas irmãs golpistas e esses quatro não demoram muito a virar uma inseparável turminha do barulho em busca de um lugar tranquilo, de preferência onde ninguém tente comer seus miolos. Zumbilândia, que começa com Z, mesma letra de sua categoria, não possui nenhuma vontade de passar algum comentário social e foca única e exclusivamente na diversão, aliando comédia e ação em iguais proporções. E essa despretensão é justamente o que o torna divertido. Para completar, a participação especial de Bill Murray é desde já lendária, gerando de longe a cena mais hilária do filme.
O filme não tem pretensão alguma e você, se for assistir, não pode ter também. Só posso dizer que assisti na cama, com a única pretensão de conseguir pegar no sono e acabou por me despertar mais ainda, rendendo boas gargalhadas. De madrugada.

Filme - Equilibrium

Assisti neste feriadão, mais uma vez, ao fime Equilibrium. O filme é antigo, se não me engano de 2002. O filme, quando assisti da primeira vez chamou atenção pelas coreografias de lutas, principalmente as lutas armadas, chamadas de gunkata, onde o lutador se movimenta de forma que os tiros que são disparados contra ele são usados em favor dele. Depois, prestando melhor atenção, assistindo mais umas duas ou três vezes, percebe-se a mensagem transmitida.
O filme começa com um regime totalitário em uma cidade chamada Libria, em que a população é obrigada a obedecer as ordens do comandante denominado ”Pai" e tomar, diariamente, uma droga chamada Prozium, que elimina totalmente o estado emocional. Como este estado totalitário surgiu após a 3ª Guerra Mundial, o objetivo desta droga é erradicar a capacidade dos humanos de sentir, justificando que essa seria a causa de um próximo conflito. Livros, obras de arte, música, tudo que estivesse ligado a arte e sentimento é destruído. Acreditava-se que a razão de todas as guerras terem acontecido seria por conta do homem ter sentimentos e, os eliminando, teriam assim uma sociedade totalmente harmônica. Quem infringisse as ordens, pagaria com sua vida. Para controlar a sociedade, são criados Oficiais de Elite, altamente treinados, chamados de Clérigos. Quando um destes oficiais (Cristian Bale, o ator de Batman Begins) esquece de tomar sua dose, começa a ter emoções e é através disso que ele começa questionar seus valores e o regime em que vive. Percebe então que a população está vivendo como máquinas e não como seres humanos. A partir daí faz de tudo para destruir o "Pai" e libertar a população.
Filme bem interessante, chama à reflexão. Incute nas pessoas o prazer que é prestar atenção nas pequenas coisas, no caso do filme, um simples toque em um objeto, o cheiro de um perfume, o latido de um cachorro... Nos faz pensar que nós, hoje, não prestamos atenção à estas coisas e vivemos num mundo onde ditam o que devemos fazer, e fazemos sem questionar. Recebemos diariamente nossa dose de “prozium”, através dos telejornais, e nem questionamos. Será que não está na hora de acordar? Assista.

domingo, 19 de junho de 2011

Filme - Piratas do Caribe, o Baú da Morte

Achei bom e divertido assistir ao primeiro “Piratas” que emburaquei logo na sua sequência, o Baú da Morte. O baú do título guarda algo que vai tornar aquele que o possuir o dono dos mares. Por isso, a Cia das Índias prende Elizabeth Swann (Keira Knightley) e ordena que seu amado Will Turner (Orlando Bloom) vá atrás do capitão Sparrow (Johnny Depp) e pegue sua bússola, levando em troca uma carta que dá a ele a possibilidade de parar com sua vida fugitiva de pirata e servir à companhia como corsário.
Para quem não sabe, a bússola do capitão Jack é praticamente mágica e aponta para aquilo que a pessoa que a está segurando mais deseja. No primeiro filme, a bússola apontava para o navio Pérola Negra mas, como Jack já conseguiu reavê-lo, seu objetivo mudou. A Cia da Índias, entretanto, não dá a mínima para o que Sparrow está querendo e sim para o que ela quer, que seria, obviamente, o baú. Portanto, Will Turner, para libertar sua amada da prisão, parte em busca do capitão Jack Sparrow.
Descobre-se então que Jack tem uma dívida de sangue com o legendário Davy Jones, o governante das profundezas do mar e comandante do fantasmagórico Flying Dutchman, que nenhum outro barco é capaz de se equiparar em velocidade e força. A menos que o sempre astuto Jack ache uma saída habilidosa para este pacto, ele será condenado a uma vida pós-morte de eterna escravidão e danação, a serviço de Jones. Esses surpreendentes acontecimentos interrompem os planos de casamento de Will Turner e Elizabeth Swann, que mais uma vez se encontram envolvidos nas desventuras de Jack, que os leva a embates com monstros marinhos, ilhéus nada amistosos, a extravagante vidente Tia Dalma e até a misteriosa aparição do pai de Will, há muito desaparecido, Bootstrap Bill.
Enquanto isso, o impiedoso caçador de piratas, lorde Cutler Beckett da Cia. das Índias Orientais concentra-se em recuperar o enfeitiçado “Baú da Morte.” De acordo com a lenda, quem o possuir, terá o controle sobre Davy Jones, e Beckett pretende usar este poder extraordinário para destruir cada um dos piratas que navegam pelo Caribe de uma vez por todas. Bucaneiros descompromissados, amantes da farra como Jack e sua tripulação estão ameaçados de extinção, porque os tempos estão mudando em alto mar, com executivos e burocratas virando verdadeiros piratas.
Como o primeiro, boa diversão, porém com uma ressalva: o filme não termina, deixando engatilhada uma continuação, "Piratas 3", que já estou em vias de assistir esta semana ainda, visto que "Piratas 4" ainda está nos cinemas e pretendo assisti-lo neste feriado. Boa diversão.

Filme - Piratas do Caribe, a Maldição do Pérola Negra

Assisti no final de semana passado ao filme sobre piratas estrelado por Jonny Depp. Este filme foi lançado já há algum tempo, mas só agora me chamou a atenção. Só porque não tinha nada para fazer e era o único filme disponível sem que eu precisasse fazer algum esforço. Achei divertido, tanto que ainda assisti à sua sequência.
No século XVII, quando os mares ainda eram dominados por navios de piratas, o excêntrico Capitão Jack Sparrow (Johnny Depp), comandante do barco “Pérola Negra”, enfrenta um motim e é abandonado numa ilha. Seu navio passa então a ser conduzido pelo Capitão Barbossa e sua tripulação. Numa certa noite eles invadem a tranqüila cidade de Port Royal, no Caribe, causando grande desordem e seqüestrando a bela Elizabeth Swann (Keira Knightley), filha do governador local Weatherby.
Conseguindo escapar da ilha, Sparrow também chega na cidade à beira do mar e conhece o jovem Will Turner (Orlando Bloom), que é um amigo de infância da moça seqüestrada, e que sem saber inicialmente, é também filho de um lendário pirata, mas que tornou-se um honesto ferreiro e hábil fabricante de espadas. Ambos decidem fazer uma aliança e partem então em busca da recuperação do navio “Pérola Negra”, além de tentar encontrar um tesouro perdido em ouro asteca, e resgatar a jovem das mãos dos piratas. E atrás em seus rastros, aparece também um grupo de soldados liderados pelo aristocrático Comodoro Norrington, noivo encomendado de Elizabeth.
Em meio a uma série de revelações, muita conversa, correrias e várias lutas, eles descobrem que na verdade os piratas são fantasmas amaldiçoados pela imortalidade, navegando como zumbis pelos oceanos até o final dos tempos, transformando-se em criaturas horrendas esqueléticas e sobrenaturais durante a noite sob a luz do luar, e cuja intenção é anular a antiga maldição utilizando o sangue da jovem Elizabeth e o poder mágico de um medalhão de ouro que ela carrega em seu pescoço.
Boa diversão. O filme rende boas risadas apesar de em alguns momentos você achar que já poderia ter terminado minutos atrás, por tornar-se cansativo. Mas no geral, dá para sobreviver às mais de 2 horas de filme.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Filme - Homem de Ferro 2

Assisti na sexta-feira. Estava adiando há algum tempo em dar continuidade a este filme, já que anteriormente tentei assistí-lo e tive de abandonar a sessão no meio da exibição. Nem me lembro por qual motivo. O fato é que assisti desde o começo novamente e esperava mais. Mais cenas de ação. É claro que o primeiro filme do Homem de Ferro também não teve muita ação, mas foi legal porque contava a origem do super-herói.
Neste filme o mundo já sabe que o inventor bilionário Tony Stark (Robert Downey Jr.) é o super-herói blindado Homem de Ferro. Sofrendo pressão do governo, da mídia e do público para compartilhar sua tecnologia com as forças armadas, Tony reluta em divulgar os segredos por trás da armadura, temendo que as informações caiam em mãos erradas.
O senador Stern quer que a armadura seja ‘entregue ao povo americano’, a maior prioridade para o governo dos Estados Unidos. Obviamente Stark declara que a armadura e ele são um só, a segurança e conforto do modo de vida americano estão salvaguardados e somente dentro de dez a quinze anos alguém poderá chegar ao mesmo patamar tecnológico desenvolvido.
É quando surge Ivan Vanko, um físico russo, filho de um antigo companheiro de trabalho do pai de Tony, que guarda um ódio grande do Stark pelas dificuldades que teve na vida. Sedento por vingança, consegue num embate fazer frente ao herói, mesmo com tecnologia não tão sofisticada. Não demora e o mundo passa a duvidar da credibilidade que o Homem de Ferro tem em proteger a América.
Aproveitando-se da situação, Justin Hammer é um negociante de armas concorrente que tem a ambição de superar as indústrias Stark no mercado bélico, e quando Ivan entra em ação fica claro o que Hammer tem de fazer: aliar forças com aquele capaz de fazer o grande herói americano ser derrotado.
Mas é Tony que sem dúvida rouba as cenas sempre que aparece. A mistura de genialidade aliada à extrema arrogância, egocentrismo e instinto kamikaze são o que melhor definem o personagem.
Ele acaba descobrindo que o sistema que o mantem vivo, o gerador que fica no seu peito, está contribuindo para detonar com sua saúde, pois a única substância, o paládio, que gera energia suficiente para o propósito do gerador, também contamina seu corpo.
Tony prefere não ceder a pressão do governo que quer por as mãos na armadura, tem que enfrentar a concorrência de uma industria armamentista, a ameaça de um inimigo com potencial para destruí-lo e a possibilidade de morrer. É como ele lida com tudo isso o foco da história.
Talvez seja um filme muito mais interessante para aqueles que leem os quadrinhos da Marvel, mas pode ser assistido sem medo por quem gosta de filmes de ação.

domingo, 15 de maio de 2011

Filme - Trovão Tropical

Sou um pouco avesso a filmes de comédia. Talvez porque sempre que fui assistir algum, nunca achava graça nas piadas. Também porque os americanos tem um “timing” diferente para piadas que, para nós, ficam fora de contexto. E, convenhamos, ultimamente só o que fazem são aquelas comédias “pastelão” de Sessão da Tarde. Ou seja, não tenho muita sorte quanto a filmes de comédia.
Porém, na sexta-feira passada me deparei com o filme Trovão Tropical. O que me chamou a atenção foi o elenco e pensei que, se estes atores não estão precisando de dinheiro, então o filme deve ter algo de interessante. Olhando para a capa do filme, pensei em se tratar de mais um filme de paródias, que os americanos gostam muito de fazer também. Mas o filme vai além, ainda que recorra, invariavelmente a este recurso.
O filme é uma brincadeira de luxo de todos os atores envolvidos para cima do estrelismo hollywoodiano. Conta a história do filme Trovão Tropical, que está sendo rodado por um diretor britânico inexperiente, que não consegue controlar o ego de seus atores principais e com isso atrasa toda a produção e encarece cada vez mais o já estourado orçamento. Depois que custos elevados - e egos inflados - ameaçam acabar com a produção do maior filme de guerra da história, o frustrado diretor do projeto se recusa a parar de gravar, levando seu elenco para dentro da selva do sudeste asiático em busca de "mais realismo". No elenco estão Tugg Speedman (Ben Stiller), ator de filmes de ação que depois de trabalhar no fracassado Simple Jack, onde interpretou um deficiente mental, virou motivo de piada, e através deste filme tenta ganhar o respeito do público como ator. Kirk Lazarus (Robert Downey Jr.), vencedor de 5 Oscars (!), que de australiano loiro e de olhos azuis, usa um processo de pigmentação da cor da pele para interpretar um soldado negro (e seu sotaque é uma das melhores piadas do filme) e Jeff Portnoy (Jack Black), um astro de filmes ao estilo Eddie Murphy, que tem sérios problemas com heroína (de longe a interpretação mais fraca do filme). O problema começa quando o diretor resolve colocar aos atores em ação de verdade, com várias câmeras escondidas na selva. Sem assistentes, comitivas ou telefones celulares, o elenco logo se depara com um real e perigoso bando de traficantes de drogas. Confundindo os atores com agentes do Departamento Antidrogas Americano, eles resolvem capturar os "invasores". Enquanto os atores acham que tudo faz parte do filme, os traficantes começam a persegui-los de verdade. E aí, de filme, a aventura começa a se transformar em realidade.
O elenco está excepcional, e se alguém merece ser destacado esse alguém é... Tom Cruise! Para surpresa de muitos, é um impressionante Tom Cruise que rouba a cena num personagem igualmente impressionante (e hilário). Muitos, por sinal, só descobrirão que era Cruise quando os créditos confirmarem o fato. Com um vocabulário "requintado", o chefe de estúdio Les Grossman rouba a cena sempre que aparece. Surpreendente e divertido.
Se não é um filme excepcional, pelo menos é uma ótima diversão que gera boas gargalhadas. Prepare a pipoca e o guaraná e divirta-se.

sábado, 7 de maio de 2011

Filme - Caça às Bruxas


Behmen (Nicolas Cage) lutou por vários anos nas Cruzadas, perdeu batalhas, amigos e também a fé. Ao desistir de ajudar a Igreja em sua luta pelo poder, ele só encontra devastação, fome e a peste negra. Ao lado de seu fiel escudeiro Felton (Ron Perlman), ele torna-se inimigo dos governantes, mas acaba recebendo uma missão que pode liquidar seus débitos: levar uma jovem, suspeita de ser uma bruxa, para um monastério distante. Mas o caminho será bastante tortuoso e mesmo antes de chegar ao destino, eles descobrirão que estão diante de forças sobrenaturais e que o mal está além de toda e qualquer compreensão.
A história mostra dois amigos que decidem se alistar nas Cruzadas em troca de perdão divino. Mas, depois de muito matar e saquear em nome de Deus, Behmen tem um surto, percebe o tanto de coisas erradas que estava fazendo e abandona o Exército de Deus, sempre acompanhado do seu amigo Felson.
Viajando de volta da Terra Santa, os dois vão conhecendo a Peste Negra e, segundo a igreja, sua grande culpada: as bruxas. Depois de serem capturados e jogados em um calabouço, os dois aceitam uma última missão em nome de DEUS: levar uma menina acusada de bruxaria até um monastério onde ela seria julgada.
Behmen pede um julgamento justo e sua espada de volta. Felson, por sua vez, quer ser absolvido da deserção. Com carta branca do Cardeal, os dois formam o grupo que vai levar a moça através de florestas escuras e penhascos. Coisa simples. Não leva muito tempo até o grupo perceber que a jovem possui forças sobrenaturais, e que eles estão prestes a enfrentar algo muito maior do que imaginam.
O filme mostra um pouco da mentalidade da época, dominada pela igreja, em que tudo o que era feito, fazia-se em nome de Deus e por Deus. Quando algo saía do normal, culpados eram apontados, e quem pagava o pato na época eram as mulheres, frequentemente acusadas de bruxaria.
Obviamente que, como se trata de uma ficção, o filme extrapola e joga com as crenças da época, criando um cenário de terror e mostrando que sim, parece mesmo bruxaria. No final, revela-se que o mal era pior do que se imaginava e o próprio Demo era o responsável por tudo. E após uma luta épica, é derrotado por um menino.
O filme em si é bom e serve como um belo passatempo. O final, confesso, deixou um pouco a desejar, mas, vamos combinar, quem se dispõe hoje em dia para ficar sentado duas horas em frente a uma TV assistindo a um filme é porque quer se distrair de alguma forma e não pode, de forma alguma, exigir que um filme retrate tudo como se fosse o mundo real. Para isto existem os telejornais. Na minha opinião os filmes devem sim extrapolar e criar histórias mirabolantes. É para isso que paramos. Para sair um pouco de nossa realidade, da rotina. Para viajar. E passar o tempo.

sábado, 23 de abril de 2011

Filme - O Aprendiz de Feiticeiro

Na quinta-feira, primeiro dia do feriado resolvi assistir um filme bem família. Digo bem família porque dá para todos assistirem, faixa etária livre. Trata-se do Filme O Aprendiz de Feiticeiro, com Nicolas Cage.
Balthazar Blake (Cage) é um feiticeiro que mora em Manhattan. Ele busca defender a cidade de seu arquiinimigo, Maxim Horvarth, mas não é capaz de cumprir esta tarefa sozinho. Para tanto ele recruta Dave Stutler, um rapaz comum mas com um potencial oculto, para ser seu aprendiz. Balthazar passa então a ministrar um rápido curso na arte e ciência da magia, de forma a torná-lo seu aliado na luta constante contra as forças de Horvarth.
Na verdade a história é cheia de tramas, uma vez que Balthazar não encontra o garoto por acaso, ele faz parte de uma profecia do Mago Merlin, na época do Rei Arthur, que disse que somente o primeiro Merliniano legítimo (aqui eu não entendi direito, se era descendente de Merlin ou treinado nas artes de Merlin) poderia destruir sua maior rival nas artes da magia, Morgana le Fey. Para descobrir quem é esta pessoa, há um anel do próprio Merlin que só se encaixa no dedo do verdadeiro discípulo. Esta busca dura mais ou menos uns mil anos, até que, “por acaso” , um garoto entra na loja de Balthazar e o anel, miraculosamente, se encaixa em seu dedo. A partir daí começa toda a história de batalhas para destruir não só Horvarth como também a própria Morgana.
Seguindo a trilha deixada por Harry Potter, este filme da Disney não deixa de ser boa diversão, como disse, para assistir em família, sem ser muito crítico, e cumpre bem o papel a que se propõe: PASSAR O TEMPO.
Curiosidade: o filme mistura ciência com magia, ou seja, tenta explicar, através dos fenômenos físicos, os feitiços lançados por cada um dos feiticeiros.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Filme - Harry Potter e as Relíquias da Morte, Parte 1

Consegui ser o primeiro da locadora a assistir à primeira parte de dois filmes que contarão o final da saga de Harry Potter. O Enigma do Príncipe foi o início da "trilogia" que vai encerrar a história. Harry Potter e as Relíquias da Morte, Parte 1, é o meio. Como fragmento de algo maior, este filme não se sustenta como entretenimento casual, com começo, meio e fim. Para apreciá-lo é preciso ser fã.
Referências a detalhes dos outros filmes - e livros -, todas imprescindíveis para a compreensão deste capítulo, tornam esta uma experiência totalmente dedicada aos fãs. Definitivamente esta produção não é voltada ao público comum. É justamente o respeito às pessoas que estão há uma década ao lado de Harry, Ron e Hermione, algumas que, literalmente, cresceram ao lado do trio, o que torna este filme tão especial.
Com 2h30 de duração para cobrir 60% do livro, a adaptação tem tempo de sobra para levar os acontecimentos do romance às telas sem os atalhos que os demais filmes se acostumaram a fazer. Tanto que isso até evidencia os defeitos dos demais, cheios de cortes em nome da duração mais curta. Dobby, o elfo doméstico teve destaque no cinema no segundo filme e depois desapareceu, ainda que na série literária tenha permanecido relevante. Assim, sua volta no sétimo filme, cheio de importância, parece completamente gratuita para quem apenas o conhece do cinema.
Porém, a verdadeira nação de fãs do jovem bruxo, que conhecem cada uma das referências, entendem a relevância dos personagens e subentendem acontecimentos.
O tom continua sombrio, mas desta vez há sequências ainda mais adultas, violentas (prepare-se para alguma tortura e sangue) e dramáticas. Há, claro, três ou quatro cenas de ação, mas elas estão muito distantes dos animados embates dos primeiros capítulos. Entre cada uma delas há longas cenas em que muito pouco acontece além da tensão recorrente da solidão de três adolescentes tendo que, pela primeira vez em suas vidas, assumir as rédeas de seus destinos, sem professores, pais ou responsáveis.
A trama começa com a ameaça dos Comensais da Morte de Lorde Voldemort ganhando proporções alarmantes, tanto que Harry, Ron e Hermione precisam tomar providências para proteger seus familiares. Com o inimigo agindo impunemente, é preciso esconder Harry Potter, que se torna a última esperança da resistência dos bruxos para impedir o reinado de Voldemort. Com a queda do Ministério da Magia, porém, a situação se complica - e os três amigos partem em busca dos únicos artefatos que podem parar de uma vez por todas esses eventos: as horcruxes.
Mas, à medida que procura por pistas, ele descobre uma lenda antiga e quase esquecida: a lenda das Relíquias da Morte. E se a lenda for verdadeira, isso poderia dar a Voldemort o imenso poder que ele tanto busca.
Harry nem imagina que seu futuro já foi decidido pelo seu passado, quando naquele dia fatídico, ele se tornou o "Menino Sobrevivente". Não mais só um menino, Harry Potter está cada vez mais próximo da tarefa para a qual está se preparando desde o primeiro dia em que pisou em Hogwarts: a batalha final com Voldemort.
Infelizmente, não termina - a Parte II só em 15 de julho deste ano.

sábado, 9 de abril de 2011

Filme - 72 Horas

Assisti neste final de semana. O filme conta a história de um professor universitário, John Brennan, interpretado por Russell Crowe. Ele levava uma vida perfeita até sua esposa, Lara, ser presa acusada de um crime brutal, que ela alega não ter cometido. Após três anos de vários recursos negados pela justiça, John percebe que só há uma saída: elaborar um plano de fuga preciso para tirá-la da prisão. Agora, ele e Lara terão apenas 72 horas para fugir. Em uma corrida contra o tempo, John irá provar que não há nada mais perigoso do que um homem com tudo a perder.
O filme prende a atenção, você fica querendo o tempo todo saber qual será o próximo passo de John, cada vez mais desesperado. Sua obsessão se torna tamanha que acaba perdendo dinheiro, casa e quase o filho. Cabe aqui uma ressalva: o filme faz uma crítica sutil à internet. Quem é mais atento vai perceber que há uma sugestão de que, hoje em dia, o que você quiser pode ser encontrado nela e que, se não for bem vigiada, formará ainda grandes criminosos. Esta foi a grande deixa. Fiquemos atentos com a internet, principalmente depois do fato lamentável ocorrido no Rio de Janeiro e que, tudo indica, a grande rede estava, mais uma vez, envolvida.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Filme - Presságio

Assisti também neste final de semana o filme Presságio, com Nicolas Cage. O filme é de 2009 e só agora me chamou atenção, devido aos comentários. 50% das pessoas que assistiram falam bem, 50% falam mal. Ainda não me decidi de que lado estou. Preciso analisar melhor. A história começa em 1959. Como parte das celebrações de uma escola infantil, um grupo de alunos faz desenhos de como eles imaginam o futuro. Os desenhos ficarão guardados em uma cápsula do tempo e serão abertos em 50 anos. Porém, uma garota desenha diversos números aparentemente aleatórios, que ela alega estarem sendo soprados por pessoas que ela não vê.
Meio século depois, uma nova geração de alunos examina o conteúdo da cápsula e a mensagem criptografada da garota acaba nas mãos de Caleb Koestler. Mas é o pai dele, o professor de astrofísica John Koestler (Nicolas Cage), que faz uma descoberta estarrecedora: a mensagem codificada prediz as datas e o número de mortos de todas as grandes tragédias dos últimos 50 anos com uma precisão incrível. Conforme investiga os segredos do documento, John descobre que ele prevê mais três catástrofes - sendo a última de proporções globais.
Os esforços de John para alertar as autoridades sobre as catástrofes iminentes são em vão e seus medos se tornam cada vez maiores ao perceber que Caleb está ligado ao mistério de alguma forma. Agora, contando com a ajuda da filha e da neta da autora da mensagem, John embarca em uma corrida eletrizante contra o tempo para prevenir a humanidade do maior dos desastres...
O filme mistura religião com ficção científica. Quase tudo o que ocorre faz parte de uma citação da bíblia e no final há uma referência a uma nova Arca de Noé, muito tecnológica por sinal, e ainda, uma alusão à Adão e Eva e a famosa árvore (macieira). Só faltou a serpente. Confira por si mesmo. Como disse, as opiniões são bem divididas.

domingo, 3 de abril de 2011

Filme – As Crônicas de Nárnia – A Viagem do Peregrino da Alvorada

Assisti neste final de semana. Bom programa para fazer com a família em mais um dia de chuva.
A história narra as aventuras de Lúcia e Edmundo, juntamente com o primo Eustáquio e o agora rei Caspian, a bordo do navio Peregrino da Alvorada. Juntos têm a missão de saber o que aconteceu com os sete fidalgos que foram enviados para desbravar o oceano oriental por Miraz, tio de Caspian, conforme narrado em O Príncipe Caspian. Desta vez entram no mundo de Nárnia enquanto estavam passando as férias na casa do inconveniente primo Eustáquio, por um quadro que os pais de Eustáquio ganharam de presente de casamento, o qual estava pendurado no quarto onde Lúcia dormia. Nesta viagem passam por inúmeras aventuras em diversas ilhas que encontram ao longo dos mares desconhecidos, habitadas por dragões, povos não muito amigáveis e criaturas estranhas como os Tontópodes. Eustáquio que inicia a viagem contra a sua vontade, acaba tendo sua vida transformada após ser vítima de um feitiço que o transformou em um dragão em uma das ilhas. Isso acaba transformando o caráter dele, tornando a pessoa chata que era em alguém pronto para ajudar. Mas, considerando que as adaptações de livros feitas para o cinema nem sempre são fiéis, este não fugiu à regra, deixando pontos sem nó. Personagens que surgem sem explicação e histórias paralelas que não se sustentam. Meu filho adorou, como sempre, pois o cenário e o mundo da fantasia chama a atenção das crianças. Eu, como já li o livro, prefiro o livro.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Filmes

Quem não gosta? Num dia de chuva, uma pipoquinha, um café. Admito que ultimamente não está sendo meu passatempo preferido, mesmo porque também já não estou tendo muito tempo sobrando e o que sobra a prioridade é para outras coisas mas, já fui viciado em filmes, principalmente seriados. Destes, meus favoritos são Arquivo X e 24 Horas.
Arquivo X era uma série dos anos 90 que envolvia teorias da conspiração, casos sobrenaturais e um possível plano de invasão da terra por seres extraterrestres. Paranóias à parte, o fato era que, como os efeitos especiais ainda não eram grande coisa, a série se sustentava nas tramas bem montadas e os temas tratados deixavam alguma brecha para se pensar: e se fosse verdade?
Já 24 Horas tratava mais realisticamente sobre o cotidiano, mais especificamente o que rolava nos bastidores dos governos dos países. Novamente teorias da conspiração, só que aqui de um cunho mais político. Aqui não deixa margem para pensar se ocorre ou não na vida real. A série mostra o que supostamente acontece nos bastidores da política e suas falcatruas. O agente federal, personagem principal da trama, tem exatamente 24 horas (daí o nome da série) para tentar solucionar alguma ameaça e, de quebra, salvar o país de alguma catástrofe.
Coloquei abaixo uma lista das minhas séries favoritas e posteriormente pretendo realizar uma sinopse de cada uma delas. Dicas de alguma outra série bacana são bem vindas, juntamente com um comentário sobre a história.