Bem-vindo

Imaginei este espaço para a troca de informações a respeito dos diversos tipos de hobbies. Para mim, cozinhar degustando uma boa bebida, para outros, futebol, filmes, ler um bom livro. Para meu filho, colecionar álbum de figurinhas. De qualquer forma, seja qual for o hobby, sempre será uma forma agradável de se passar o tempo quando não se tem o que fazer ou quando já se fez o que tinha de fazer.
Vamos trocar informações tais como onde encontrar determinado produto, qual a melhor forma de utilizá-lo, receitas, enfim, tudo o que ajudar a tornar nosso tempo ocioso mais prazeroso.
Sejam bem-vindos, sugestões são bem-vindas e vamos iniciar a brincadeira.
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sábado, 30 de junho de 2012

Livro: O Senhor dos Anéis parte 2, As Duas Torres, J. R. R. Tolkien

Terminei de ler, ou melhor, devorei a segunda parte da saga do anel. Acho que demorei uma semana, não conseguia parar. Neste livro, a narração foi dividida, contando o que aconteceu com os remanescentes da sociedade e também, a peregrinação de Frodo e Sam em direção a Mordor. Agora, não mais sozinhos. Uma criatura estranha os acompanha, e durante a noite, enquanto os dois hobbits dormem, ela surge para pegá-los de surpresa. No entanto, Frodo e Sam, já precavidos da presença de algo, evitam o ataque. Gollum é o nome da criatura, também conhecida como Sméagol, mas Frodo decide que esse pobre ser os conduzirá ao Portão Negro, em Mordor.
Aragorn, Legolas e Gimli seguem em busca de Merry e Pippin, raptados pelos Orcs. No meio do caminho, os três deparam-se com os soldados de Rohan, que dizem terem matado tais orcs e tudo o que estavam à frente deles. Mesmo desesperançosos, Aragorn e seus companheiros continuam à procura por seus amigos e, por fim, o filho de Arathorn acaba encontrando um acessório da vestimenta de um dos pequenos hobbits, o que leva a acreditar que Merry e Pippin tenham fugido dos orcs, floresta a dentro.
Enquanto isso, o Mago Saruman resolve unir-se às forças de Sauron para que juntos possam dominar a Terra-Média. Saruman prepara um exército para tal feito. Florestas são destruídas. Armas e espadas construídas. Um número incalculável de orcs está às ordens de Saruman. Sméagol conduz Frodo e Sam ao Portão Negro de Mordor e, ao chegarem lá, ficam perplexos com a enorme proteção que há no portão. Um exército altamente armado permanece de guarda, sendo impossível os pequenos hobbits atravessá-lo sem serem notados. Assim, Sméagol diz haver um outro caminho pelo qual possam chegar até a Montanha da Perdição. Um caminho não menos perigoso que o anterior.
Gandalf que enfrentara um monstro gigante nas Montanhas de Moria, reencontra-se com Aragorn, Legolas e Gimli. Juntos novamente, eles partem para Edoras, terra onde o rei de Rohan vive. Chegando lá, Gandalf tenta expulsar de uma vez o domínio que Saruman exercera sobre o rei Théoden, trazendo-o à luz da razão.
O rei, então, é informado sobre o plano maléfico de Saruman e, sendo a guerra iminente, Théoden pede para que seu povo se refugie no Abismo de Helm, uma espécie de abrigo. Saruman é informado desta notícia e envia um batalhão de orcs até esta fortaleza, com o único objetivo de destruir o mundo dos homens, dando início a uma batalha sem precedentes.
E em algum lugar da floresta, Frodo e Sam continuam sua arriscada caminhada rumo à Mordor, confiando em seu fiel servidor, Sméagol. Até que, no final, este não se mostra tão fiel assim.
Comecei a ler o último livro da saga do anel. Não vejo a hora do desfecho. Esta semana pretendo novamente assistir ao filme correspondente à segunda parte e novamente fazer comparações. Até lá.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Livro: O Senhor dos Anéis, A Sociedade do Anel, J. R. R. Tolkien

Terminei hoje de ler A Sociedade do Anel, primeiro livro da trilogia escrita por Tolkien. Comprei a coleção inteira, que inclui O Silmarillion e O Hobbit, há mais ou menos 3 anos, e só agora me interessei em lê-los. Para minha surpresa, uma vez que pensei que seria uma leitura entediante, cheia de muitos detalhes cansativos, não demorei mais do que uma semana para devorar o livro. O Senhor dos Anéis é considerado o melhor e mais respeitado livro de fantasia de todos os tempos. A trilogia passa-se num lugar chamado Terra média que é habitada por vários seres fantásticos, incluindo elfos e anões, magos e dragões, trolls e orcs, hobbits e muitas outras criaturas e raças, mágicas e míticas. A Sociedade do Anel começa no Condado, uma vila de hobbits, onde mora o herói principal da história, Frodo Bolseiro. Quando o tio de Frodo, Bilbo Bolseiro, decide deixar o condado no seu 111° aniversário para viajar pelo mundo novamente (ele já havia viajado uma vez e sua história está no livro O Hobbit), deixando sua casa e bens para seu sobrinho Frodo, incluindo um fabuloso anel mágico que possui o poder de tornar o portador invisível. Só mais tarde Frodo descobre através de Gandalf, o Cinzento, um sábio e poderoso mago, que o anel que ele herdou é o Um Anel, anel de poder pertencente ao lorde escuro, Sauron, que perdeu-o a muito muito tempo atrás. Sauron sabe que ele foi encontrado e está enviando seus horríveis servos, os espectros do anel, para recuperá-lo. O anel possui poderes incríveis, mas também reserva o mal que pode corromper qualquer um que o possua e use por muito tempo. Frodo inicia sua jornada a procura de um conselho de sábios que poderá saber o que deve ser feito com o anel. Em sua jornada ele é acompanhado por Sam, Merry, e Pippin, amigos hobbits que querem participar da aventura e tomar conta de Frodo, caso as coisas fiquem perigosas. Em seu caminho até o conselho ele passa por várias aventuras, e conhece Aragorn (também chamado Passolargo), um guardião que conhece Gandalf e ajuda-o a completar sua jornada. No conselho, várias sugestões são feitas sobre o que deve ser feito com o anel. Alguns desejam usá-lo para derrotar o poder crescente de Sauron, que está alimentando uma terrível guerra para conquistar toda a Terra Média e escravizar homens, elfos, anões e hobbits. Outros sugerem que o anel deve ser escondido novamente, mas concluem que está é uma solução apenas temporária. A decisão do conselho, enfim, é que o anel deve ser destruído e a única forma de fazer isto é lançá-lo no fogo da Montanha da Perdição onde ele foi forjado. Então a sociedade do anel é formada, consistindo de quatro hobbits, Frodo, Sam, Merry e Pippin, um elfo chamado Legolas e dois homens, Aragorn (que revela ser o último rei de Gondor, o maior reino dos homens) e Boromir, um anão de nome Gimli e Gandalf, o mago. A sociedade passa por muitas aventuras e enfrenta grandes perigos na primeira parte da jornada. Nas minas de Moria eles se defrontam com um demônio secular conhecido pelo nome de Balrog e perde um de seus membros. Depois desta tentativa, eventos inexperados levam à quebra da sociedade. Frodo e Sam continuam na direção da Montanha da Perdição, no coração de Mordor (o reino do senhor escuro), enquanto o resto da sociedade segue ao encontro de outros perigos. É o fim da primeira parte da trilogia de O Senhor dos Anéis. 
Comecei já a ler a segunda parte, As Duas Torres, porque é uma leitura que prende do início ao fim. Também irei reservar um tempinho esta semana para assistir novamente o filme pois, quem é leitor e cinéfilo, não se contém enquanto não fizer comparações. Depois eu posto as constatações. Enfim, é uma leitura recomendadíssima para qualquer público.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Livro - O Hobbit, J. R. R. Tolkien

Terminei de ler o livro O Hobbit, que nada mais é do que um prelúdio de o Senhor dos Anéis.
Para aqueles que só conhecem o filme, O Hobbit é a aventura que precede a história de O Senhor dos Anéis, famosa série de livros do mesmo autor, o irlandês J.R.R. Tolkien. Fala principalmente da busca de um tesouro por Bilbo, o velho tio de Frodo, Gandalf, e outros treze anões, e também fala de como Bilbo encontrou o Um Anel, ainda sem noção do seu grande poder. Na história, Bilbo é procurado por Gandalf, o mago, no Condado onde vive e convidado a participar de uma grande aventura. Ir além de suas terras em busca de um tesouro. Acompanhados por treze anões eles partem pela Terra Média, enfrentando perigos e conhecendo grandes novidades, entre elas, aranhas gigantes, Elfos e Orcs. Na hora de pegar o tesouro, tem ainda de enfrentar o dragão Smaug, que se apoderou de toda a riqueza pertencente aos anões. Bilbo ainda leva mais um tesouro consigo, o Um Anel, que encontrara nas cavernas onde vive Gollum, um ser da escuridão. Na verdade, esta história, assim como toda a história de o Senhor dos Anéis já havia sido contada por Tolkien no primeiro de seus livros, chamado O Silmarillion. Todas estas aventuras fazem parte do último capítulo do livro, que foi contada de uma maneira muito breve, sem muitos detalhes. Agora, o autor relata minuciosamente o que foi cada uma destas aventuras. Para aqueles que preferem filmes ao invés dos livros, está em fase final de produção o filme O Hobbit  que, seguindo a nova mania dos estúdios americanos, será divido em duas partes pela mesma produtora de O Senhor dos Anéis. Os atores que interpretaram Bilbo, Gandalf, Gollum e Elrond também estarão de volta na seqüência. Aguardem.

domingo, 5 de junho de 2011

Livro - Em Defesa da Comida, Michael Pollan

Terminei neste final de semana de ler o livro de Michael Pollan, Em Defesa da Comida. Por que a comida precisa de defesa? É com esta pergunta que o autor começa o livro, querendo mostrar que a comida que estamos acostumados hoje, não é comida de verdade e sim alimentos processados para que pareçam comida. O autor mostra que todos os dias descobertas da ciência da nutrição são anunciadas nas capas dos jornais, nas notícias dos telejornais e em programas especializados. Tornou-se comum no jornalismo a necessidade de divulgar novas propriedades dos alimentos e novos benefícios, que aparentemente antes eram inimagináveis para a comunidade em geral. Com tantas notícias sobre o que comer e o que não comer, é comum o cidadão comum se sentir perdido no meio de tanta informação, tanto na imprensa quanto nos supermercados.
O livro trata justamente disso e é divido em três partes. A primeira tem como intenção introduzir o leitor à história do nutricionismo, à ciência da nutrição. Nos primeiros capítulos, Pollan descreve como nasceu a vontade do homem em estudar os alimentos que come, desde os primórdios até os dias de hoje. É de longe a parte mais cansativa do livro, já que, na verdade, trata-se de história. Não deixa de ser, no entanto, interessante.
A segunda parte fala sobre as pesquisas do autor e suas conclusões sobre a nutrição. O título do livro se refere ao manifesto de Pollan em defender a comida de verdade, aquela que é plantada, cultivada ou caçada, e não o que lota os supermercados, ou seja, comida industrializada. Para ele, esses alimentos sequer podem ser chamados de “comida”, já que, de tantos aditivos químicos, são apenas substâncias comestíveis. Essa parte é a mais interessante, pois o escritor faz uma grande análise da evolução ao longo dos séculos e principalmente da última década da forma como o homem se alimenta. Traz grandes alertas que realmente nos faz pensar sobre diversos aspectos que se tornaram normais, mas duvidosos.
Entre as mais interessantes constatações do autor, por exemplo, está o alerta de que, por trás da ciência da nutrição, existe uma indústria que está muito interessada em ganhar dinheiro com ela. Há três personagens: os cientistas (que precisam fazer descobertas o tempo todo), a indústria da alimentação (que precisa criar produtos com novos benefícios) e os jornalistas (que precisam dar novas notícias sobre alimentação e saúde). Dessa forma, o livro leva o leitor a uma reflexão sobre o que anda lendo. Será que podemos confiar mesmo em todas as notícias sobre alimentos que lemos todos os dias? Ou será que elas são frutos de um mecanismo para ganhar dinheiro?
A última parte do livro preocupa-se apenas com emitir “dicas” sobre alimentação, com base em todas as informações do livro. Aqui vai um resumo delas, o manifesto da comida:
1. Não coma nada que sua avó não reconheceria como comida
2. Evite comidas contendo ingredientes cujos nomes você não possa pronunciar
3. Não coma nada que não possa um dia apodrecer
4. Evite produtos alimentícios que aleguem vantagens para sua saúde
5. Dispense os corredores centrais dos supermercados e prefira comprar nas prateleiras periféricas
6. Melhor ainda: compre comida em outros lugares, como freiras livres ou mercados hortifruti
7. Pague mais, coma menos
8. Coma uma variedade maior de alimentos
9. Prefira alimentos provenientes de animais que pastam
10. Cozinhe e, se puder, plante alguns itens de seu cardápio
11. Prepare suas refeições e coma apenas à mesa
12. Coma com ponderação, acompanhado, quando possível, e sempre com prazer.
“Em Defesa da Comida” está longe de ser um livro de dieta ou qualquer classificação parecida. É um excelente livro sobre nutrição, e mais especificamente sua história e as lições que podemos tirar dela. É uma obra que, ao terminá-la, deve fazer o leitor pensar de uma forma bem diferente sobre tudo que envolve o assunto alimentação e, se tudo der certo, adquirir novos hábitos.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Livro - O Código da Inteligência, Augusto Cury

Terminei esta semana de ler O Código da Inteligência, livro de Agusto Cury. Como o próprio autor relata, não é simplesmente um livro de auto-ajuda e sim um livro de auto-conhecimento. O autor discorre sobre técnicas que devemos, ou deveríamos, aprender para mantermos o controle em diversas situações, principalmente aquelas que nos põe à prova, aquelas em que necessitamos de toda a paciência do mundo.
Os códigos da inteligência são novas idéias que tentam explicar a atual situação psicológica pela qual a nossa sociedade está passando. De acordo com o autor, todos nós temos um grande potencial para nos tornarmos líderes, não só como profissionais, mas também como seres humanos. O grande problema é que infelizmente acabamos sendo traídos por nossa mente e somos acometidos pelas crises psicológicas. Como conseqüência, sabotamos nossa potencialidade e somos aprisionados por algumas armadilhas, que são explicadas em detalhes durante a leitura.
Se conseguirmos entender isso, podemos então nos concentrar em realizar uma grande revolução em nossas vidas, focando nos oito principais códigos presentes no livro. Esses códigos, se bem compreendidos, nos guiarão por um caminho de autoconhecimento e nos abrirão portas talvez antes nunca vistas por nós mesmos.
Mesmo parecendo um livro de auto-ajuda, o que mais me atraiu foi a teoria em si. Todo o trabalho realizado pelo psicólogo para nos mostrar o quanto nossa sociedade está doente e precisa sair urgentemente desse ciclo de crises constantes, que fazem com que as pessoas se tornem mais agressivas e transformem suas vidas, que poderiam ser grandiosas e com vários momentos de felicidade, numa vida de sofrimento e desespero, apenas adiando a própria morte, ao invés de celebrar a alegria da existência.
Armadilhas da Mente
1) Conformismo
2) Coitadismo
3) Medo de reconhecer os erros
4) Medo de correr riscos
Códigos da Inteligência
1) O Eu como gestor do intelecto
2) Autocrítica
3) Psicoadaptação ou Resiliência
4) Altruísmo
5) Debate de idéias
6) Carisma
7) Intuição criativa
8) O Eu como gestor da emoção
Decifrar esses códigos é fundamental para conquistarmos saúde psíquica, relações saudáveis, criatividade, eficiência profissional e prazer de viver.
Trazendo agora para a prática, lendo o livro parece tarefa fácil. Colocar em prática é que são elas. Tentei aplicar algumas das técnicas evidenciadas no livro e digo que é preciso treinar muito. Quando se está acostumado a ter determinadas reações, é muito difícil mudar. Mas posso dizer também que, quando tentei, sem dúvida alguma, as coisas melhoraram, ou de alguma forma o resultado foi diferente daquilo que sempre acontecia quando agia com impulsividade. È um livro para tirar um extrato das idéias principais e técnicas ensinadas e, acima de tudo, praticar. Boa leitura.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Livro - Pais brilhantes, professores fascinantes, Augusto Cury

Terminei neste fim de semana de ler. Neste livro, Augusto Cury convoca as pessoas que trabalham com educação e também os pais a descobrir seus alunos e filhos. Provoca os leitores a procurar seus filhos e alunos, quebrando as barreiras que os "ilharam", separando seus caminhos, frustrando seus sonhos e promovendo a desestabilização de suas casas e salas de aula. O autor afirma que tanto os educadores quanto os pais são propensos à falhas no encaminhamento da educação de suas crianças e adolescentes, entretanto, a maior das falhas se refere ao fato de se ter "esvaziado" as relações com filhos e alunos e perdido a sensibilidade. No livro o autor mostra que é preciso cultivar a emoção e expandir a inteligência dos jovens. Para isso, pais e professores precisam de ferramentas para estimular as crianças e os adolescentes. Formar crianças e adolescentes sociáveis, felizes, livres e empreendedores é um belo desafio nos dias de hoje. A solidão nunca foi tão intensa: os pais escondem seus sentimentos dos filhos, os filhos escondem suas lágrimas dos pais, os professores se ocultam . Entende-se que para fazer a diferença tem-se de adquirir os sete hábitos dos pais brilhantes e dos professores fascinantes. Além disso, o autor chama a atenção para os sete pecados capitais dos educadores e ensina dez técnicas pedagógicas que podem revolucionar tanto a sala de aula quanto a de casa. Pais e professores brilhantes são semeadores de idéias e não controladores dos filhos. Ninguém se diploma na tarefa de educar , aprende educando. A vida é uma grande escola que pouco ensina aos que não sabem ler a realidade que os cerca. O professor fascinante é um artesão da personalidade, um poeta da inteligência, um semeador de idéias. Professores fascinantes devem formar pensadores que são autores da sua história. Devem multiplicar homens que pensam em sua realidade. Eles transformam a informação em conhecimento e o conhecimento em experiências. Professores fascinantes usam a memória como suporte da arte de pensar, o que contribui para desenvolver nos alunos: o pensar antes de agir, expor e não impor idéias, consciência crítica, a capacidade de debater, de questionar, de trabalhar em equipe. A memória humana é um canteiro de informações e experiências para que cada um produza um fantástico mundo das idéias. Os professores fascinantes resolvem os conflitos em sala de aula, educam para a vida promovendo a auto-estima. Professores e pais fascinantes devem cumprir com a palavra dada. A confiança é um edifício difícil de ser construído, porém fácil de ser demolido e muito mais difícil ainda de ser reconstruído. Não importa o tamanho de seus obstáculos, mas o tamanho da sua motivação para superá-los. Cury aponta também o excesso de estímulo da TV, produzindo uma nova síndrome chamada Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA), que é caracterizado por baixa concentração, dificuldade em lidar com estímulos da rotina diária, irritabilidade, esquecimento, ansiedade intensa. Informa que a maneira como acontece a educação escolar é equivocada, gerando servos e não pensadores. Além disso, o autor enfatiza aos professores não espalharem conhecimentos prontos. Recomenda o desenvolvimento da dúvida. “No momento que expõem o conhecimento, é necessário ensinar debatendo as idéias, perguntando, assim gerarão pensadores e não repetidores de informação”. Outro ponto é que o professor cruze sua história com a dos alunos, de vez em quando, uma vez por semana, durante alguns minutos. Que ele possa falar sobre um período da sua vida, das suas tristezas, angústias, sonhos, aventuras, golpes de audácia. “Enfim, o professor fascinante é aquele que não ensina apenas matéria, mas que ensina a vida e fale de si mesmo”. Aos pais, cabe a participação. “Os pais devem deixar de ser manuais de regras e de críticas”. “Pais brilhantes são também aqueles que cruzam suas histórias, que têm coragem de perguntar a seus filhos quais os seus dias mais tristes, quais foram as suas frustrações mais importantes”. Os pais devem questionar os seus erros aos filhos, e perguntar a eles o que pode ser feito para melhorar a relação em família, de forma a torná-la mais feliz. Segundo o autor, os pais cultos - que tem uma ou duas faculdades -, às vezes mestrado ou doutorado, que têm sucesso financeiro, são grandes empresários, que possuem alto status social, estão gerando filhos doentes. “Isto porque não basta dar apenas o conhecimento lógico, uma boa escola, comprar brinquedos, excelentes roupas; os filhos precisam da história dos próprios pais, das lágrimas destes, do coração emocional, muito mais que do dinheiro deles”. Coloca-se aqui que no mundo todo assiste-se a um processo de solidão. “As pessoas moram na mesma casa, comem da mesma comida, respiram o mesmo ar, mas estão distantes uns dos outros”.
"Pais Brilhantes, Professores Fascinantes" nos faz refletir e nos permite perceber como atitudes verdadeiramente simples e posturas corajosas diante da vida podem transformar a educação e ajudar nossas crianças e jovens a crescer com melhores perspectivas. Como é importante os professores desengessarem-se e assumir que podem caminhar de mãos dadas com seus alunos, assim como os pais deixarem a emoção fluir com verdade, transmitindo segurança e principalmente confiança aos seus filhos.
"Pais Brilhantes, Professores Fascinantes" surpreende pela facilidade de leitura e pelas orientações de valor. A leitura desse livro me fez repensar atitudes e posturas perante meu filho e vislumbrar comportamentos felizes e pertinentes junto da família.

domingo, 3 de abril de 2011

Livro - O Dilema do Onívoro, Michael Pollan

Terminei esta semana de ler. Fala sobre alimentos. Aqui vão algumas considerações a respeito e que achei interessantes:
Primeiramente me chamou a atenção a ligação entre comida e guerra. Os Estados Unidos se metem em tantas guerras que já não sabem o que fazer com o excedente delas. Bem, não sabiam, pois as sobras dos produtos químicos usados na Guerra Química estão sendo usadas para produzir fertilizantes e pesticidas.
Segundo, o processo de barateamento de calorias: como 1 caloria de um alimento natural é transformada em 10 ou mais calorias de alimentos processados. Isso explica porque as embalagens estão cada vez maiores com preços cada vez menores. Em parte, porque a matemática das calorias  é invejável. Vamos tomar como exemplo a Coca-cola. 1 litro de Coca-cola custa 1 dólar. Aí entra o processamento de alimentos e consegue-se que 1 litro passe a custar 0,70 cents. Mas quem bebe um litro de refrigerante não vai beber 2 litros só porque diminuiu 0,30 cents. Agora vem o trabalho de marketing: aumenta-se o tamanho da embalagem, passa-se a vender em garrafas pet de 2 litros a 1,50 dólares. Perceberam? O consumidor fica feliz em comprar não mais 2 litros por 2 dólares, economizando 0,25 cents por litro, ou 0,50 cents no total e a empresa, que poderia vender por 0,70, lucra ainda outros 0,05 em cima do feliz consumidor.
Nos EUA, são necessárias duas calorias de fertilizantes sintetizados a partir do petróleo para produzir uma caloria de milho. E como o gado bovino é alimentado com milho, quase um barril de petróleo é consumido para cada animal abatido. Os excedentes da produção de milho estão na origem tanto da abundância quanto da obesidade. Os subsídios governamentais são generosos, o alimento industrializado tem preços baixos, mas dão origem aos altos índices de obesidade que custam algo em torno de 90 bilhões de dólares por ano em despesas médicas. Ou esses excedentes atravessam a fronteira do México, onde liquidam com os pequenos produtores.
Toda uma complexa cadeia de interesses gira em torno da produção de milho, impedindo que cessem os subsídios. A insensatez do agronegócio é objeto deste livro e certamente é um importante alerta para um Brasil que se pretende transformar numa Arábia Saudita dos biocombustíveis.
O livro descreve a gigantesca monocultura de milho no estado de Iowa e volta até a origem da alta produtividade, com raízes na produção de sementes híbridas na década de 30, permitindo a mecanização da lavoura e dando início a um processo que rapidamente transformará os agricultores em reféns - mais do que em beneficiários - da agroindústria.
O fato curioso é que o livro explica como surgiu a lei seca nos EUA. Como havia montanhas e montanhas de milho, era preciso dar uma destinação a todo esse produto. Tudo o que podia ser imaginado de alimento passou a ser produzido com milho, inclusive, vejam só, whisky. Como a produção era muita, o preço do whisky era muito barato. Tomava-se whisky no café, no almoço e no jantar. Nas fábricas, não havia pausa para o café, havia pausa para o whisky. O resultado é que o país inteiro transformou-se em alcoólatras da noite para o dia. Como forma de tentar amenizar isto, baixaram a lei seca.
Ao final da segunda guerra mundial, quando os Estados Unidos detinham imensos estoques de nitrato de amônia para a fabricação de explosivos, a solução encontrada foi o uso intensivo de fertilizantes. Também a indústria de pesticidas se estrutura com base nos estoques de produtos químicos destinados à fabricação de gases venenosos para uso militar. Os excedentes da produção de milho precisam encontrar mercados e logo começam a ser utilizados na alimentação de animais, mesmo dos ruminantes, cujo sistema digestivo não é adaptado ao consumo de cereais.
Seguindo em busca da cadeia produtiva da agroindústria, Pollan viaja até Garden City, no estado de Kansas, e descreve a criação de gado bovino confinado, alimentado com milho, antibióticos e outros medicamentos, suplementos alimentares e estrogênio, gordura liquefeita e uréia sintetizada a partir do gás natural. Trinta e sete mil cabeças numa instalação que na linguagem da agroindústria norte-americana é conhecida como Operação Concentrada de Alimentação Animal (CAFO - Concentrated Animal Feeding Operation).
"Essa instalação se parece como uma cidade pré-moderna, sem espaço, imunda e mal-cheirosa, com o esgoto a céu aberto, ruas sem pavimentação e o ar tornado visível pela poeira. (...) A concentração de animais em meio à falta de higiene sempre foi uma receita para doenças. A única razão pela qual não ocorrem epidemias como nas cidades humanas medievais é o uso intensivo de antibióticos. (...) Essa alimentação dá à carne a textura e o sabor que os consumidores norte-americanos passaram a gostar. No entanto, essa carne é menos saudável para nós, já que contem teor mais elevado de gorduras saturadas e menos ômega-3 do que as carnes do bovino alimentado no pasto. (...) Na medida em que se avança na compreensão desse sistema de produção, torna-se inevitável questionar se o que parece racional não é também uma loucura total".
Este novo modelo de criação do gado deu origem à mais perigosa doença entre os bovinos e que ainda não se tem estudos conclusivos acerca do verdadeiro estrago que faria no ser humano: a vaca louca. Parte da mistura que alimenta o gado nos confinamentos contém gordura liquefeita, gordura do próprio animal que é abatido e que retorna como suplemento dos outros animais (tudo se aproveita). Seria como se fosse um canibalismo bovino. Isso acarreta o “derretimento” do cerébro dos bovinos, tornando-os esponjosos e causando a tão temida doença.
commodity em 4 dólares de alimentos processados, com novas formas e sabores, vendidos em embalagens que atraem o olhar do consumidor, tudo com o apoio de grandes campanhas publicitárias. Para cada caloria de alimento assim processado são necessárias 10 calorias de combustível fóssil.
Daí, o caminho até o McDonald's é denso de truques apoiados em estudos de mercado e na "ciência da alimentação". Foi o esforço para aumentar a receita de cadeias de cinema que, depois de muitas experiências, levou à criação dos imensos sacos de pipoca e copos de soda que hoje estão presentes em todos os locais dos EUA, tendo as crianças como alvo principal. Três em cada cinco norte-americanos têm o peso mais elevado do que o recomendável, um em cada cinco é obeso, e cada criança nascida depois de 2000 tem 33% de possibilidades de desenvolver diabetes.
"Atualmente, 19% das refeições norte-americanas são feitas em automóveis. Refeições compradas sem que a porta do veículo precise ser aberta, comidas sem que o carro tenha que parar, com o uso de uma só mão. De fato, essa é a genialidade dos nuggets de frango: poder consumir sem o uso de prato ou garfo. Não há dúvidas de que os pesquisadores do McDonald's estão neste momento trabalhando para que se possa fazer o mesmo com uma simples salada."
O livro também dá um alerta aos vegetarianos: caçar e depois preparar a comida foi o que deixou nossos cérebros crescerem e ficarem grandes, ao contrários dos outros animais. E para dar conta do funcionamento desta super máquina (aqui o alerta é para os regimistas de plantão) 18% da energia necessária provém somente da ingestão de carboidratos, ou seja, se você não ingerir carboidratos, 1/5 do seu cérebro não funcionará.
Por fim, o alerta aos protetores dos animais (leiam vegetarianos novamente). Deixar uma espécie livre (no exemplo citado, porcos) pode desequilibrar todo um ecosistema, trazendo mais prejuízos do que benefícios, podendo até mesmo, abreviar em demasia a vida dos animais que estão sendo soltos. E vai além. A opção pelo vegetarianismo é causadora do aumento de mortes de certos animais, que até então estavam preservados, mas, com o aumento da plantação de vegetais, tiveram suas vidas abreviadas. Cita como exemplo pequenos roedores que vivem em tocas nos solos e que são esmagados por colheitadeiras e até mesmo pássaros que são mortos pelos pesticidas pulverizados nas lavouras, entre outros.
O livro de Pollan segue por caminhos fascinantes e sua leitura nos faz perguntar se é isso que queremos. A afirmação de que não haverá necessidade de desmatamento para a produção e a exportação de imensas quantidades de biodiesel se baseia na avaliação de que grandes áreas de pastagens podem ser convertidas para monoculturas de oleaginosas com um pouco de modernização de nossa agricultura...Isso, apenas para começar uma reflexão mais profunda sobre estilos de vida na era pós-petróleo.

domingo, 6 de março de 2011

Livros

Um dos mais interessantes e divertidos hobbies. Meu preferido. O livro liberta. Quando lemos, temos a chance de imaginar um mundo totalmente diferente daquele em que vivemos. Não estou falando aqui dos livros didáticos, importantíssimos e dos quais não consigo me desligar, gosto de estudar bastante. Mas estes não são lidos em nossos períodos ociosos. Como este espaço é sobre hobbies, estou falando daqueles livros para viajar mesmo, leitura sem compromisso. Claro que, vez ou outra, um livro sobre conhecimentos gerais ou um livro que acrescenta algo em nossas profissões, lido sem pressão, contribui para passar o tempo, mas, na maioria das vezes, não é o que queremos.
A idéia aqui é incentivar o hábito da leitura, divulgando títulos, sinopses, comentários e, num segundo momento, de uma maneira mais ousada, tentar propiciar a troca de livros, afinal, penso que um livro lido não deva ficar guardado na estante, alimentando traças e sim, passar pelo maior número de leitores possíveis. Assim estaremos contribuindo para a cultura do nosso país.
Mais adiante colocarei uma lista de alguns títulos que possuo, quem quiser algum entre em contato e procuraremos uma forma de realizar a troca. Encorajo outras pessoas a fazerem o mesmo, postem suas listas para que assim aumentemos a quantidade de opções disponíveis. Boa leitura.